Conheça a trajetória do empresário José Janguiê Diniz, o ex-engraxate que fez de tudo um pouco até se tornar o principal acionista do Ser Educacional, o maior grupo privado de ensino superior do Nordeste
![]() |
| Janguiê Diniz: “Nunca tive problema em mostrar o que fiz porque todo trabalho é digno” ( foto: Maíra Erlich) |
O empresário José Janguiê Diniz recebeu a informação de que seu nome havia sido incluído na lista de bilionários brasileiros, na última semana de junho, como uma notícia corriqueira. Não houve comemoração, festa ou a compra de presentes extravagantes para celebrar a entrada nesse grupo restrito. Aos 50 anos, a vida do controlador do grupo Ser Educacional, a maior rede privada de ensino superior das regiões Norte e Nordeste, dona das faculdades Maurício de Nassau e Joaquim Nabuco, é bem diferente da do garoto que, aos oito anos de idade, no início dos anos 1970, montou uma caixa de engraxate para conseguir um dinheirinho para reforçar o caixa da família e pagar pequenos luxos, como o ingresso do cinema.
A necessidade financeira despertou a sensibilidade de Janguiê, como é mais conhecido, para os negócios. Ao perceber que seus colegas lucravam mais com a venda de laranjas, ele se desfez da caixa e saiu às ruas para oferecer a fruta. Em seguida, entendeu que o produto sazonal da vez era o sorvete e investiu em picolés. Até a inauguração da primeira unidade da sua universidade no Recife, em 2003, Janguiê foi ajudante em bar, office boy, datilógrafo e professor. “Nunca tive problema em mostrar o que fiz porque todo trabalho é digno”, diz ele. “Sempre estudei muito e fui empreendedor, nunca almejei ser rico.”

