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domingo, 6 de julho de 2014

O bilionário das letras

Conheça a trajetória do empresário José Janguiê Diniz, o ex-engraxate que fez de tudo um pouco até se tornar o principal acionista do Ser Educacional, o maior grupo privado de ensino superior do Nordeste

Janguiê Diniz: “Nunca tive problema em mostrar o que fiz porque todo trabalho é digno” ( foto: Maíra Erlich)




O empresário José Janguiê Diniz recebeu a informação de que seu nome havia sido incluído na lista de bilionários brasileiros, na última semana de junho, como uma notícia corriqueira. Não houve comemoração, festa ou a compra de presentes extravagantes para celebrar a entrada nesse grupo restrito. Aos 50 anos, a vida do controlador do grupo Ser Educacional, a maior rede privada de ensino superior das regiões Norte e Nordeste, dona das faculdades Maurício de Nassau e Joaquim Nabuco, é bem diferente da do garoto que, aos oito anos de idade, no início dos anos 1970, montou uma caixa de engraxate para conseguir um dinheirinho para reforçar o caixa da família e pagar pequenos luxos, como o ingresso do cinema.
A necessidade financeira despertou a sensibilidade de Janguiê, como é mais conhecido, para os negócios. Ao perceber que seus colegas lucravam mais com a venda de laranjas, ele se desfez da caixa e saiu às ruas para oferecer a fruta. Em seguida, entendeu que o produto sazonal da vez era o sorvete e investiu em picolés. Até a inauguração da primeira unidade da sua universidade no Recife, em 2003, Janguiê foi ajudante em bar, office boy, datilógrafo e professor. “Nunca tive problema em mostrar o que fiz porque todo trabalho é digno”, diz ele. “Sempre estudei muito e fui empreendedor, nunca almejei ser rico.”

domingo, 9 de março de 2014

10 bilionários da Forbes que ditam a moda no mundo

Entre eles, estão Giorgio Armani, Bernard Arnault, da Louis Vuitton, e Domenico Dolce e Stefano Gabbana, da Dolce & Gabbana

 

Fashion e bilionário   

Dos mais de 1.600 bilionários que fazem parte do ranking da Forbes de 2014, alguns deles costumam ditar moda. Isso porque, eles são donos das mais importantes marcas de roupas e acessórios  do mundo.

 1ºGiorgio Armani

 


Giorgio Armani  dispensa apresentações. O bilionário de moda italiano tem fortuna avaliada pela Forbes em 9,9 bilhões de dólares e, segundo a própria revista americana, Armani está cada vez mais rico. Em um ano, seu patrimônio cresceu 1,2 bilhão de dólares.

sábado, 8 de março de 2014

Cade os Silva’s na Forbes?


  
                       POR: Otávio Cardozo - Colunista e Publisher Econômico

    Esta semana a revista Forbes divulgou sua tradicional lista das pessoas mais ricas do mundo, ou seja, com patrimônio superior a um bilhão de dólares. Após algumas análises, constata-se alguns dados interessantes, como o domínio de algumas nacionalidades (Eua, por exemplo) e também a abundância masculina , que representa 90% da lista.Outro dado curioso é que 99,03% das 1.645 fortunas listadas foram consolidadas por um homem, que muitas vezes deixou de herança o patrimônio.
   Mas, em âmbito nacional, a grande maioria dos 65 listados não são de sobrenomes comuns como Silva,Santos ou Souza , mas sim , grandes sobrenomes de famílias/clãs que controlam setores de grande relevância no País.Ao bater o olho na lista, notam-se cognomes repetidos que ocupam grande maioria da lista, são eles Marinho, Ermirio de Moraes,Moreira Salles,Villela, Setubal,Camargo(Côrrea),Safra, entre outros.Até o fato desses sobrenomes permanecerem na lista tudo bem , mas onde estão os sobrenomes comuns, das pessoas que cultivaram um sonho e do zero desenvolveram grandes empresas capazes de gerar milhares de empregos e desenvolvimento econômico? 

sábado, 22 de fevereiro de 2014

Sabe quem é o bilionário anônimo da bolsa brasileira?

Luiz Alves Paes de Barros é um dos maiores investidores da Bovespa — mas quase ninguém sabe quem ele é. Como ele transformou 10 000 dólares numa fortuna e onde aplica hoje

 

É num escritório despretensioso na avenida Brigadeiro Faria Lima, na zona oeste de São Paulo, que trabalha um dos maiores investidores individuais da bolsa brasileira.

Dono de uma fortuna estimada em 1,5 bilhão de reais, Luiz Alves Paes de Barros, de 65 anos, não tem nem vaga na garagem do prédio: todos os dias, deixa seu carro num estacionamento a dois quarteirões de distância e vai a pé até o edifício.
Dificilmente seria reconhecido na rua. Alves não dá entrevistas, não faz palestras nem participa de eventos do mercado financeiro. Sua rotina é vasculhar a bolsa atrás de ações baratas e participar dos conselhos de administração das empresas em que investe. Tornou-se bilionário assim, aplicando na Bovespa, sem nunca ter tido patrão ou qualquer emprego “convencional”. Começou com 10 000 dólares.
Sua grande tacada foi o investimento nas ações do banco Real, antes da venda ao holandês ABN Amro em 1999. Durante quase 20 anos, Luiz Alves, como é mais conhecido, acumulou uma participação de cerca de 5% no capital do banco — e vendeu tudo quando o ABN decidiu fechar o capital da instituição.
Luiz Alves Paes de Barros e a Bovespa (foto): boa parte de seus investimentos - cerca de 1,5 bilhão de reais - estão aplicados na empresa

Recebeu 100 milhões de dólares, cerca de 40 vezes mais do que havia gasto, depois de uma dura negociação com o ABN que levou os holandeses a pagar aos acionistas minoritários um valor por ação próximo ao que foi pago ao controlador do Real, o banqueiro Aloysio Faria.
Depois disso, continuou aplicando no Banco Alfa, instituição criada por Faria após a venda (hoje, tem 16% do banco). “Ele sempre diz que a ação do Alfa é uma nota de 100 reais que custou 50”, diz um amigo. 
O mais impressionante foi o começo de Luiz Alves no mercado financeiro. Segundo contam pessoas próximas, seu capital inicial era de cerca de 10 000 dólares (algo como 80 000 dólares em valores corrigidos pela inflação).
Formado em economia pela Universidade de São Paulo e vindo de uma família de classe alta de São Paulo, Alves decidiu usar o dinheiro dado pelos parentes para aplicar em ações. Na época, havia pouquíssimos investidores individuais na Bovespa e, assim, ele se aproximou de alguns dos grandes nomes do mercado.
Em 1979, fundou com o então operador Luis Stuhlberger — hoje, talvez o gestor mais bem-sucedido do país — e outros sócios a corretora Griffo (que, mais tarde, uniu-se à corretora Hedging e foi vendida ao banco Credit Suisse em 2006). Mas ficou pouco tempo ali.
Quem o conhece diz que ele não gosta de chefes, muito menos de clientes. “Cliente é como patrão, reclama e cobra, não quero isso”, responde a quem sugere que abra uma gestora de recursos.
Também não costuma indicar ações a ninguém — dizem que ficou abalado quando uma tia perdeu dinheiro ao comprar, por recomendação sua, os papéis da americana Willys Overland, que fabricava veículos nos anos 70, antes de a companhia ser vendida à montadora Ford e ter seu capital fechado.
Hoje, suas aplicações estão reunidas num fundo, o Poland, que só aplica seu dinheiro. Desde 2003, quando foi criado, rendeu 1 000%, enquanto o Ibovespa subiu cerca de 300%.

sábado, 14 de dezembro de 2013

Controle da Dudalina teria sido vendido por R$ 1 bilhão, diz fonte

Para especialistas no setor de têxtil e moda, ativo construído por Sonia Hess vem sendo sondado por fundos há tempos

 
Sônia Hess continuará na posição de presidente - foto divulgação


O acordo para compra do controle da Dudalina teria sido de R$ 1 bilhão ou 10 vezes o estimado Ebitda (Lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização) de R$ 100 milhões, afirma fonte da FORBES Brasil. O valor parece exagerado, uma vez que o faturamento da companhia no ano passado foi de R$ 416 milhões, mas segundo a fonte o ativo está bem avaliado no mercado. Na Target, por exemplo, boutique especializada em fusões e aquisições, o consultor-titular Douglas Carvalho Jr, diz que um cliente seu já sondou, no passado, a Dudalina. "Dudalina é um ativo bom, diferenciado, de uma pessoa que construiu uma marca do nada. Antes, era totalmente fabril, hoje é um negócio que combina área fabril e varejo", explica. O diferencial da Dudalina, avalia Carvalho Jr, é que hoje a marca vende muito mais que camisa. Há calças, ternos, sapatos e acessórios. Procurada pela revista FORBES Brasil, Sonia Hess não retornou as ligações. Na sede da empresa, a informação é de que ela só retorna na segunda-feira.

Atualização: Comunicado divulgado agora pouco informa que as companhias globais de private equity Advent International e Warburg Pincus, que detém outros fundos menores que aparecem no documento do Cade, anunciaram hoje um acordo para a aquisição de uma parcela da Dudalina S.A., fabricante e varejista de vestuário de alto padrão. Com o investimento, as empresas afirmam que darão todo o suporte à próxima fase de expansão da empresa. A presidente Sônia Hess De Souza continuará a frente do negócio. Em entrevista à FORBES Brasil em setembro, a empresária revelou que pretendia deixar o comando do negócio em 2016, ano em que completará 60 anos. Ou seja, um sucessor será preparado em até dois anos.


Fonte: FORBES BRASIL