Para especialistas no setor de têxtil e moda, ativo construído por Sonia Hess vem sendo sondado por fundos há tempos
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Sônia Hess continuará na posição de presidente - foto divulgação |
O acordo para compra do controle da Dudalina
teria sido de R$ 1 bilhão ou 10 vezes o estimado Ebitda (Lucros antes
de juros, impostos, depreciação e amortização) de R$ 100 milhões, afirma
fonte da FORBES Brasil. O valor parece exagerado, uma vez que o
faturamento da companhia no ano passado foi de R$ 416 milhões, mas
segundo a fonte o ativo está bem avaliado no mercado. Na Target, por
exemplo, boutique especializada em fusões e aquisições, o
consultor-titular Douglas Carvalho Jr, diz que um cliente seu já sondou,
no passado, a Dudalina. "Dudalina é um ativo bom, diferenciado, de uma
pessoa que construiu uma marca do nada. Antes, era totalmente fabril,
hoje é um negócio que combina área fabril e varejo", explica. O
diferencial da Dudalina, avalia Carvalho Jr, é que hoje a marca vende
muito mais que camisa. Há calças, ternos, sapatos e acessórios.
Procurada pela revista FORBES Brasil, Sonia Hess não retornou as ligações. Na
sede da empresa, a informação é de que ela só retorna na segunda-feira.
Atualização: Comunicado divulgado agora pouco informa que as companhias globais de private equity Advent
International e Warburg Pincus, que detém outros fundos menores que
aparecem no documento do Cade, anunciaram hoje um acordo para a
aquisição de uma parcela da Dudalina S.A., fabricante e varejista de
vestuário de alto padrão. Com o investimento, as empresas afirmam que
darão todo o suporte à próxima fase de expansão da
empresa. A presidente Sônia Hess De Souza continuará a frente do
negócio. Em entrevista à FORBES Brasil em setembro, a empresária revelou
que pretendia deixar o comando do negócio em 2016, ano em que
completará 60 anos. Ou seja, um sucessor será preparado em até dois
anos.
Fonte: FORBES BRASIL
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